Trate o seu cliente como o Pearl Jam trata o seu público

Criada em 1990 com músicos remanescentes de Green River e Mother Love Bone, Pearl Jam é uma banda de Seatle (Estados Unidos) e teve forte influência no chamado ‘movimento Grunge‘, estilo musical que criou uma geração de fãs devotos.

A relação da banda com os fãs é muito bem retratada no filme Pearl Jam Twenty, dirigido por Cameron Crowe (também fã da banda), que mostra o hábito de mudar o ‘setlist‘ todos os shows por onde se apresentam, tocando de forma única para cada cidade onde passam.

No filme é mostrado como o vocalista e líder da banda, Eddie Vedder imagina o show baseado no comportamento do público local e só então define o ‘setlist‘, para desespero dos músicos que precisam estar bem ensaiados em todo repertório que conta com 10 álbuns.

A base de fãs sabe disso, e vê nesse hábito como mais motivo ainda para idolatrar a banda e comparecer sempre nos shows, pois sabem que estarão vivenciando algo único, uma vez que os ‘setlists‘ não se repetem.

Que lição podemos aprender com Pearl Jam?

Mercadologicamente falando, a banda trabalha com conceito de escassez e deixa isso sempre claro para o público que lota os estádios para assistir aquele show único.

Mas acima disso, o fato de analisar como o público daquela cidade, daquele país é, mostra que a banda foca na conversão ao máximo uma vez que mira no comportamento do público.

O resultado é sempre um show que toca no seu desejo e os motiva a comparecerem novamente nos shows, aumentando a recorrência e retenção.

A prova é o número absurdo de fãs que correm as cidades junto do Pearl Jam, a ponto de serem reconhecidos pelos integrantes, mesmo durante nos shows!

Isso é relacionamento, isso é comunicação com público!

Se a sua marca vai falar na rede, prepare-se para ouvir

A música Stairway to heaven da banda Led Zeppelin é com certeza uma das músicas mais incríveis já feita. Ela foi criada por Jimmy Page (guitarrista) e Robert Plant (vocalista) no ano de 1971 para o álbum da banda chamado Led Zepeplin IV.

O reconhecimento da obra está em inúmeros prêmios e citações que recebeu desde o seu lançamento, como “500 melhores canções de sempre” da Revista Rolling Stone, e claro, pelas inúmeras versões coverizadas.

A mais famosa foi a versão feita pela banda Heart no Tributo Led Zeppelin no Kennedy Center Honors em 2012 pela CBS. Ann e Nancy Wilson conseguiram o improvável: fizeram uma versão de Stairway to heaven ainda melhor que original.

Foi incrível ver a reação emocionada dos integrantes assistindo a performance, que ainda contou com a presença de Jason Bonham, filho do já falecido ex-baterista da banda, John Bonham.

O que será passou pelas mentes dos músicos do Led Zeppelin assistindo essa apresentação? Certamente eles nunca imaginariam que seria possível alguém capitalizar, ainda que em formato de tributo, em cima de uma obra-prima como Stairway to heaven.

Assim como as bandas, as marcas também correm o risco de alguém se apropriar de suas obras. O caso mais recente foi o vídeo da Amazon do produto Kindle no Brasil. O vídeo publicitário citava as paredes recém-pintadas na cidade de São Paulo no movimento ‘maré-cinza’ do Prefeito João Doria.

A Amazon usou as paredes de fundo para trechos de livros famosos, numa metáfora sobre a cor cinza, mesma cor da tela do seu aparelho, como forma mostrar que há algo bacana para se fazer nessa situação como ler um bom livro.

O perfil empresário do prefeito aproveitou a chance e capitalizou em cima da publicidade da Amazon e provocou a empresa com o seguinte comentário em vídeo no seu Facebook:

“Já que a Amazon gosta tanto de São Paulo, do Brasil, ajude nossa cidade, ajude a quem precisa. Se vocês gostam realmente, doem livros para as bibliotecas, doem computadores para as escolas públicas e municipais”

O vídeo repercutiu, gerou um grande debate, e claro, outras marcas entraram na conversa oferecendo apoio com produtos, o que obrigou a Amazon a se posicionar frente ao mercado.

Assim como Page e Plant não imaginaram que ouviriam uma música melhor do que eles criaram, a Amazon também não esperava que o Doria ganhasse em cima de seu vídeo.

Ter uma presença online é indispensável para qualquer marca

A Internet mudou o mundo completamente. Há 20 anos atrás começava a corrida das marcas para ter o site da sua empresa. Era incrível ter acesso 24h por dia e 7 dias por semana do seu negócio acessível por todos os consumidores.

Novos modelos de negócios surgiram e à partir daí o comportamento do consumidor também foi impactado. Produtos e serviços surgiam todos os dias e o mercado amadureceu rapidamente.

Logo depois, com o surgimento das redes sociais, todo esse comportamento se intensificou e o mercado foi elevado para um patamar ainda mais alto.

Mas a Internet também é terreno fértil para as armadilhas

Dentre tantas existente na rede, as notícias falsas possuem um grande volume, principalmente quando o assunto é compartilhamento. Segundo um estudo do Instituto de Internet da Universidade Oxford, o número de compartilhamento de notícias ‘fakes‘ é praticamente igual ao de conteúdo verdadeiro.

Por conta disso, marcas, personalidades públicas, e pessoas comuns, todos corremos o risco de sermos alvos de conteúdo falso, que podem prejudicar totalmente nossos negócios, carreiras e vidas.

Para as marcas, investir em comunicação não é só uma forma de divulgar os seus produtos e serviços em seus canais, mas é também uma ótima oportunidade de defendê-la!

Estruturar um time também focado nesse tipo de gestão é mais do que indicado. Hoje em dia é questão de sobrevivência!

Na comunicação de uma gestão de crise, cada detalhe importa muito

Infelizmente o noticiário atual no nosso país não está lá muito bacana de se acompanhar. Crise econômica e política, esquema de corrupção e agora sobrou até para a nossa carne.

Deflagada pela Polícia Federal, a chamada Operação Carne Fraca, tem como objetivo desarticular um suposto esquema de corrupção envolvendo fiscais do Ministério da Agricultura e donos de frigoríficos, dentre elas a BRF (das marcas Sadia e Perdigão) e JBS (Friboi e Seara).

A crise acabou se instaurando depois da denúncia, e claro, ganhou a Internet. Memes dos mais variados invadiram a linha do tempo e o caso ficou bastante efervescente. Motivo suficiente para as marcas se prepararem. Mas não foi isso que aconteceu.

O Diabo está nos detalhes

Essa máxima é levada ao extremo quando o assunto é presença online. Cada passo da comunicação precisa levar em consideração a percepção do público frente à marca. Quando uma crise se instala, todo cuidado é pouco.

A empresa JBS correu pra fazer um vídeo com depoimentos de funcionários para amenizar o problema, que ajudaria bastante a consolidar a imagem da empresa, porém, quando usou uma imagem de um dos produtos da Friboi, o selo da carne estava com data de validade de 2013.

Foi o suficiente para virar piada nas redes sociais, aumentando ainda mais a crise, obrigando a empresa a publicar uma nota de esclarecimento dizendo que usou imagens de arquivo (o que é normal!) e reeditou o vídeo sem a imagem da peça.

Ainda que fique provado que a empresa não tenha nenhum problema com a denúncia da Polícia Federal, qual imagem você acha que o público terá dela de agora em diante?

Entenda por que todo empresário deveria adorar o coworking

Os chamados escritórios de coworking são empresas que adotam um modelo de trabalho realizado em espaços compartilhados. A oferta desses espaços cresce a cada ano no mundo todo desde o começo dos anos 2000.

Só no Brasil já são quase 400 espaços assim, onde os profissionais atuam nas mais diferentes áreas. São programadores, advogados, contadores, designers e até pequenas e médias empresas, acredite!

O coworking possui inúmeras vantagens. Como é um espaço compartilhado, a convivência com vários outros perfis de pessoas é bastante enriquecedor, pois agrega mais experiência para quem frequenta esses ambientes.

Nesse último mês, a empresa We Work, uma das líderes desse segmento, investiu no Brasil com uma unidade de 2 andares na cidade de São Paulo.

Mas como um escritório de coworking pode ajudar o meu negócio?

Primeiro, pela múltipla bagagem dos profissionais que atuam nesses espaços. É muito comum a mescla de ‘skills‘ diferentes, gerando um perfil mais elaborado.

Segundo pela economia dos custos. Num escritório de coworking, o profissional paga uma mensalidade que lhe dá direito a uma mesa para trabalhar com Internet banda larga, em muitos casos é possível até ter um serviço de telefonista e salas de reuniões, que dá mais privacidade ao profissional na hora de fazer aquela videoconferência importante.

Na Kamus a precificação dos nossos produtos contemplam as horas-técnicas desses profissionais e não valores das CLT. Isso faz com que os custos sejam mais justos e acessíveis para qualquer tipo de empresa que queira investir em comunicação.

Entendeu por que chamamos esses profissionais de coworkers?! Eles são o nosso ‘core‘, e muitos deles atuam nesses escritórios, por isso nós os adoramos. E vocês?

Saiba o que a sua empresa deveria aprender com o filme Logan

Os heróis possuem super-poderes e são capazes de qualquer coisa para salvar o planeta diariamente. Seus feitos são sempre épicos e são praticamente invencíveis. A sociedade depende dessa ajuda para sobreviver e ela adora os seus heróis a ponto de endeusá-los!

Durante muito tempo a comunicação das empresa se portou como os heróis de quadrinhos.

Todas as marcas possuíam super-qualidades, e eram capazes de salvar as nossas vidas todos os dias! As marcas eram incríveis e estavam sempre na preferência de 8 entre 10 pessoas, independente do seu segmento.

As líderes de mercado lançavam moda e ditavam tendências de consumo. Todos queriam ser iguais às pessoas dos comerciais de TV.

Felizmente esse tempo passou!

A internet surgiu e o acesso à informação deu voz ao consumidor. Cada dia mais o público deseja um comportamento mais humano das empresas. Tal qual Logan é retratado no filme mais recente do nosso X-men favorito.

Nele, nosso herói ainda possui super-poderes, mas também envelhece, fica cansado, e mentalmente abalado, dividido. Logan presenteia o público com uma visão mais humana de um herói desgastado pela luta ao longo dos anos. O resultado é um filme mais crível, mais pé no chão, ainda que seja um filme de herói.

O mesmo deveria ser feito pela sua empresa!

Comunicar pela Internet não é só dizer que seus produtos e serviços são incríveis, ou que o seu público consumidor adora a sua marca. É preciso humanizar a relação, aproximar do seu público, da sua realidade, dos seus desejos e necessidades.

Ok, não é fácil fazer isso. Mas todos nós já sabemos que grandes poderes requerem grandes responsabilidades não é mesmo?!

Em breve haverá mais usuários Android do que Windows

O Windows sempre foi o sistema operacional da maioria dos computadores pessoais do mundo. Durante décadas imperou frente aos concorrentes e quando a Internet surgiu há 20 anos, ele ainda dominava o mercado.

Quando o iPhone entrou em cena em 2007, ele abriu as portas para os celulares entrarem no jogo, popularizando os aplicativos logo depois, mudando completamente o comportamento do usuário para processar informação, se comunicar e se divertir, alterando o ‘modus operandi‘ de toda uma geração que estava nascendo.

Hoje, segundo a empresa de monitoramento Stat Counter, o número de celulares de Android será maior do que os de Windows em breve.

Ok, mas o que isso muda nos meus negócios?

Tudo!

Pense da seguinte forma: vamos supor que uma criança tinha 5 anos no lançamento do iPhone em 2007, e que hoje ela tem 15 anos. Portanto, uma adolescente, que provavelmente tem muitos amigos na escola e já está pensando na faculdade que fará em breve.

Essa pessoa certamente se comunica com amigos pelo Facebook, Instagram, Whatsapp e Snapchat. Ou seja, sua forma de interação com o mundo é através do celular. Portanto, quando ela for um jovem adulta, certamente continuará usando o smartphone para tudo, de busca a compras e aí vem a pergunta que não quer calar:

Será que a sua empresa está capacitada para interagir com esse público através dos dispositivos móveis?

Qual é a voz da sua marca e qual é a percepção do seu público?

Não sois máquina! Homens é que sois! E com o amor da humanidade em vossas almas! Não odieis! Só odeiam os que não se fazem amar… os que não se fazem amar e os inumanos!

Esse é um trecho do filme “O Último Ditador” (The Great Dictator – 1940) de Charles Chaplin, o primeiro em que ouvimos a sua voz. Até então ele havia feito dezenas de filmes mudos, e resistiu durante muito tempo em aderir ao cinema com som, mas quando o fez, produziu essa obra-prima!

A voz ajudou a transmitir um conceito de reflexão proposta pelo personagem de Chaplin, mas também pode ser a expressão de uma marca, produto ou empresa.

Como o seu público percebe a voz da sua marca?

Será que ele acha que a vida dele fica melhor com as informações que a sua marca passa? Ou quem sabe a percepção é que a sua marca é divertida, engajada ou relevante? Claro que nem sempre o público consegue perceber corretamente a sua voz.

Mas nesse caso, é preciso então voltar para o lápis e papel e começar o planejamento novamente.

Um ótimo exercício é assistir o vídeo do músico Dave Grohl para o evento SXSW de 2013. Ele discursou sobre o seu processo de descoberta da sua própria voz quando mais jovem, que gerou a sua expressão como baterista da banda Nirvana nos anos 90 e depois na banda do Foo Fighters.

Vale o exercício!

Depois de assisti-lo, volte aqui e comente como você acha que é a voz da sua marca.

O site da sua empresa precisa rodar corretamente em celulares, já!

Não é mais tendência, nem modismo, é comportamento. 

Segundo a IDC, desde 2014 as vendas de tablets estão caindo vertiginosamente, e no Brasil chegou em 32% de queda. Ainda segundo a pesquisa, o número de notebooks também caiu, e mesmo com um discreto 0,7% a menos nas vendas do ano passado, é bom os fabricantes ficarem atentos.

E essa notícia não afeta só a indústria. Influencia diretamente como a sua empresa gera negócios na Internet. Com 3,7 milhões de tablets e notebook a menos nas mãos dos consumidores que aderem cada vez mais smartphones com telas acima de 5 polegadas, se um site não rodar corretamente nesses dispositivos, o usuário buscará o seu concorrente.

Simples assim!

E não basta o seu site ser responsivo. É preciso pensar na experiência do usuário e como a abordagem da sua empresa impacta na tomada de decisão desse público.

Por exemplo: já passou pela sua cabeça que até mesmo o conteúdo pode ser responsivo, não só o layout? Isso significa que num smartphone o conteúdo fornecido seria mais enxuto, deixando a comunicação mais dinâmica. Afinal, a tela é bem menor, mesmo que o celular seja de 5 polegadas.

Além disso, botões, menus, entre outros itens chamados ‘call to actions‘ precisam ser maiores para facilitar o clique com um dedo e não com o ponteiro do mouse como ocorre na versão ‘desktop‘.  Tudo isso faz com que a experiência do usuário seja mais facilitada, e consequentemente, mais inclinado à conversão.

Ou seja, é bom para os negócios!

Usando a Comunicação para alavancar os negócios

Em 1984, a empresa Apple entrou para a história com o comercial de lançamento do Macintosh no intervalo do Superbowl XVIII. A peça publicitária fazia uma referência ao livro “1984” de George Orwell, onde a sociedade era governada por um sistema totalitário (Big Brother) que privava a individualidade de todos os cidadãos.

O comercial foi dirigido por Ridley Scott (Blade Runner, o Caçador de Andróides) e provocava os espectadores mostrando que o Macintosh seria o instrumento que possibilitaria o indivíduo a romper todas as barreiras, tornando-o verdadeiramente livre.

O comercial só passou uma única vez na TV, e foi um marco para a história da publicidade e fez da Apple a marca que conhecemos hoje. Na época, a Apple tentava superar o grande ‘player‘ do mercado de tecnologia, a empresa IBM, referida como o ‘Big Brother‘ no comercial.

Agora vamos trazer essa situação para o contexto atual. Hoje qualquer marca tem acesso a uma infinidade de canais de comunicação onde estão os consumidores. É possível publicar textos, imagens, slides, áudios e vídeos impactando, engajando e vendendo qualquer produto ou serviço para o consumidor.

Diferente de 1984 onde a TV imperava como via de comunicação em massa, hoje os palcos são pulverizados e mais do que nunca, cada marca precisa entender que é preciso ter presença onde o seu público está.

A questão é que, não basta estar, mas sim, como.

Imaginem se o comercial do Macintosh passasse hoje. Será que ele impactaria da forma como foi em 1984? Com certeza não, pois ele foi criado pensando naquele cenário. Hoje é preciso pensar no microcosmo de cada rede social. Todos os canais possuem um tipo de voz, comportamento e replicar fórmulas mágicas sem contextualizar ou engajar é fazer com que a sua marca seja apenas mais uma na ‘timeline’.

E aí, preparado para jogar o martelo no monitor ou vai ficar sentado assistindo o Big Brother dizendo com a sua empresa precisa atuar?