Português e alface: detalhes não tão pequenos

Imagine que você teve uma reunião com clientes hoje. Você escolheu bem o que ia vestir, chegou na hora certa, cumprimentou as pessoas, bateu aquele papo inicial, falou tudo o que queria sobre o seu trabalho e sabia do que estava falando. Tudo às mil maravilhas. Aí você foi ao banheiro e descobriu que esse tempo todo tinha um verdinho no seu dente. Não existe nada parecido com isso, né?

Existe. Português incorreto é o equivalente àquela alface presa no dente. Uma vírgula separando o sujeito do predicado, aquela crase que faltou ou sobrou, um deslize de ortografia que você talvez nem perceba, ou com o qual não se importa, pode ter os mais variados efeitos em seus clientes. Alguns não vão nem conseguir se concentrar no que você está falando, outros vão até continuar o relacionamento com você, mas manterão a impressão de desleixo ou mal-estar. Por que você faria tudo do jeito certo mas deixaria para trás um último detalhe?

E não é só a correção do texto que pode prejudicar uma boa comunicação. O uso excessivo de palavras da moda também pode atrapalhar a clareza – as tais das ‘buzzwords‘ deixam o texto parecendo um bingo corporativo. O tom inadequado do texto, muito formal ou muito informal, faz parecer que você foi à reunião com os clientes de ‘black-tie‘ e lantejoulas ou de chinelão, respectivamente. Uma construção confusa ou repetitiva prejudica a concisão e faz com que as pessoas leitoras desistam de ler ou se distraiam da estrela principal, que deveria ser seu conteúdo.

Como resolver esses problemas? Chame alguém para redigir ou revisar sua comunicação! Uma boa redatora ou um bom revisor podem transformar seu texto em uma excelente ferramenta de vendas e aproximar você de seus clientes. A Kamus conta com pessoas exatamente com esse perfil, converse conosco! Quanto à outra história… sugiro que você dê aquela conferida no espelho antes de entrar nas reuniões e carregue sempre fio-dental!

Saiba o que a sua empresa deveria aprender com o filme Logan

Os heróis possuem super-poderes e são capazes de qualquer coisa para salvar o planeta diariamente. Seus feitos são sempre épicos e são praticamente invencíveis. A sociedade depende dessa ajuda para sobreviver e ela adora os seus heróis a ponto de endeusá-los!

Durante muito tempo a comunicação das empresa se portou como os heróis de quadrinhos.

Todas as marcas possuíam super-qualidades, e eram capazes de salvar as nossas vidas todos os dias! As marcas eram incríveis e estavam sempre na preferência de 8 entre 10 pessoas, independente do seu segmento.

As líderes de mercado lançavam moda e ditavam tendências de consumo. Todos queriam ser iguais às pessoas dos comerciais de TV.

Felizmente esse tempo passou!

A internet surgiu e o acesso à informação deu voz ao consumidor. Cada dia mais o público deseja um comportamento mais humano das empresas. Tal qual Logan é retratado no filme mais recente do nosso X-men favorito.

Nele, nosso herói ainda possui super-poderes, mas também envelhece, fica cansado, e mentalmente abalado, dividido. Logan presenteia o público com uma visão mais humana de um herói desgastado pela luta ao longo dos anos. O resultado é um filme mais crível, mais pé no chão, ainda que seja um filme de herói.

O mesmo deveria ser feito pela sua empresa!

Comunicar pela Internet não é só dizer que seus produtos e serviços são incríveis, ou que o seu público consumidor adora a sua marca. É preciso humanizar a relação, aproximar do seu público, da sua realidade, dos seus desejos e necessidades.

Ok, não é fácil fazer isso. Mas todos nós já sabemos que grandes poderes requerem grandes responsabilidades não é mesmo?!

Qual é a voz da sua marca e qual é a percepção do seu público?

Não sois máquina! Homens é que sois! E com o amor da humanidade em vossas almas! Não odieis! Só odeiam os que não se fazem amar… os que não se fazem amar e os inumanos!

Esse é um trecho do filme “O Último Ditador” (The Great Dictator – 1940) de Charles Chaplin, o primeiro em que ouvimos a sua voz. Até então ele havia feito dezenas de filmes mudos, e resistiu durante muito tempo em aderir ao cinema com som, mas quando o fez, produziu essa obra-prima!

A voz ajudou a transmitir um conceito de reflexão proposta pelo personagem de Chaplin, mas também pode ser a expressão de uma marca, produto ou empresa.

Como o seu público percebe a voz da sua marca?

Será que ele acha que a vida dele fica melhor com as informações que a sua marca passa? Ou quem sabe a percepção é que a sua marca é divertida, engajada ou relevante? Claro que nem sempre o público consegue perceber corretamente a sua voz.

Mas nesse caso, é preciso então voltar para o lápis e papel e começar o planejamento novamente.

Um ótimo exercício é assistir o vídeo do músico Dave Grohl para o evento SXSW de 2013. Ele discursou sobre o seu processo de descoberta da sua própria voz quando mais jovem, que gerou a sua expressão como baterista da banda Nirvana nos anos 90 e depois na banda do Foo Fighters.

Vale o exercício!

Depois de assisti-lo, volte aqui e comente como você acha que é a voz da sua marca.

Usando a Comunicação para alavancar os negócios

Em 1984, a empresa Apple entrou para a história com o comercial de lançamento do Macintosh no intervalo do Superbowl XVIII. A peça publicitária fazia uma referência ao livro “1984” de George Orwell, onde a sociedade era governada por um sistema totalitário (Big Brother) que privava a individualidade de todos os cidadãos.

O comercial foi dirigido por Ridley Scott (Blade Runner, o Caçador de Andróides) e provocava os espectadores mostrando que o Macintosh seria o instrumento que possibilitaria o indivíduo a romper todas as barreiras, tornando-o verdadeiramente livre.

O comercial só passou uma única vez na TV, e foi um marco para a história da publicidade e fez da Apple a marca que conhecemos hoje. Na época, a Apple tentava superar o grande ‘player‘ do mercado de tecnologia, a empresa IBM, referida como o ‘Big Brother‘ no comercial.

Agora vamos trazer essa situação para o contexto atual. Hoje qualquer marca tem acesso a uma infinidade de canais de comunicação onde estão os consumidores. É possível publicar textos, imagens, slides, áudios e vídeos impactando, engajando e vendendo qualquer produto ou serviço para o consumidor.

Diferente de 1984 onde a TV imperava como via de comunicação em massa, hoje os palcos são pulverizados e mais do que nunca, cada marca precisa entender que é preciso ter presença onde o seu público está.

A questão é que, não basta estar, mas sim, como.

Imaginem se o comercial do Macintosh passasse hoje. Será que ele impactaria da forma como foi em 1984? Com certeza não, pois ele foi criado pensando naquele cenário. Hoje é preciso pensar no microcosmo de cada rede social. Todos os canais possuem um tipo de voz, comportamento e replicar fórmulas mágicas sem contextualizar ou engajar é fazer com que a sua marca seja apenas mais uma na ‘timeline’.

E aí, preparado para jogar o martelo no monitor ou vai ficar sentado assistindo o Big Brother dizendo com a sua empresa precisa atuar?