Mentira tem perna curta, principalmente na Internet!

O professor Gustavo Guanabara é o criador do ótimo canal Curso em Vídeo. Nele você pode acompanhar a produção de vários tipos de cursos de linguagem de programação, aplicativos, entre outros, além de vídeos sobre o mercado de tecnologia e claro, educação. Tudo de graça!

Guanabara é produtor de conteúdo pro Youtube e ontem ele publicou esse vídeo que explica a denúncia de um autor sobre uma técnica para manipular as visualizações dos vídeos no Youtube e assim gerar mais receita com publicidade.

Mas antes de você continuar lendo a minha resenha, eu sugiro que você assista o vídeo do Guanabara para entender o funcionamento da fraude e como essa história terminou.

Ok, todos nós concordamos que em nenhum especto fraude não é legal.

Na Internet é possível fazer praticamente qualquer coisa e no longo dos meus 8 anos de carreira, eu já vi de tudo um pouco e situações como essa se repetem muito, infelizmente.

A questão é que não faltam ferramentas e técnicas para auxiliarem a fraude e é muito fácil cair na tentação de inchar os números e manipular os resultados em detrimento próprio. Mas acreditem, as pessoas estão cada dia mais engajadas com a Internet é técnicas fraudulentas fazem parte do repertório de entendimento de cada vez mais pessoas, inclusive os clientes!

Então empresário reflita um pouco e me responda: será que vale à pena comprar visualizações, curtidas, seguidores ou fãs?

Na Kamus nós achamos que não. Aqui nós acreditamos no engajamento junto ao usuário, tratando-o com respeito e foco. Afinal, nosso trabalho é criar uma comunicação mais humana, menos impessoal e fraudar dados definitivamente não é o nosso verbo!

A importância do design na comunicação

No dia 26 de fevereiro de 2017 aconteceu a histórica 89ª edição o Oscar! Histórica não só pela qualidade dos filmes e atores, mas como também, por uma das maiores gafes de que se tem notícia! Quem acompanhou a entrega dos prêmios até tarde para saber qual filme seria consagrado como o melhor do ano, viu o ator Warren Beatty se enrolar totalmente com o envelope durante mais tempo do que o normal, quando a atriz Faye Dunaway anunciou:

“La La Land”.

Toda equipe subiu até o palco e no terceiro agradecimento, o produtor do filme La La Land anuncia que Moonlight era o vencedor! Na verdade, o envelope que estava na mão de Warren Beatty era o de melhor atriz. Prêmio ganho instantes antes pela Emma Stone, também do filme La La Land, por isso a enorme dúvida do Warren Beatty.

Mas qual é a relação da gafe com design?

Ok, houve um erro. A troca dos envelopes por alguém da organização e a falta de jogo de cintura do casal Warren Beatty e Faye Dunaway foram determinante para o que aconteceu.

Mas alguns dias depois, o criativo Benjamin Bannister fez uma proposta de mudança no envelope que vale o argumento. Ele sugeriu um redesign da tipologia e disposição dos elementos focados na ação. Ou seja, na conversão!

Sim, conversão!

Basta refletirmos: qual é o objetivo do envelope? Anunciar um vencedor de uma determinada categoria, e de um determinado filme.

Perceberam que o envelope trocado do Oscar possui o nome da vencedora e do filme do MESMO TAMANHO, quando na verdade o principal seria o nome da atriz Emma Stone!?

Certamente se o design do envelope fosse como o proposto pelo Benjamin, chamaria mais atenção dos atores, que poderiam notar que o envelope estava trocado, evitando a gafe. Quem sabe ano que vem, eles contratam o Benjamim pra isso!?

A sua empresa está preparada para ouvir o consumidor?

Muito se fala sobre a oportunidade de falar diretamente com o consumidor através das plataformas de redes sociais. Nunca na história da sociedade foi possível essa relação tão estreita e tão acessível por conta das novas tecnologias.

Acontece que esses saltos tecnológicos geram não só novas oportunidades para as pessoas e empresas, mas como também criam novos comportamentos que antes sequer existiam. Ou você sabe de cor todos os números de telefones da maioria das pessoas que você conhece? Ou ainda aluga DVDs na locadora?

O mundo mudou tanto e tão rápido, que mesmo os empresários que estão surfando a onda tecnológica com negócios de ponta, correm o risco de ficarem ultrapassados por não serem capazes de se comunicar com o seu público.

Um exemplo disso foi a notícia recente do CEO da Uber, Travis Kalanick, que bateu boca com um motorista da sua empresa enquanto era transportado. A discussão foi filmada por Fawzi Kamel, dono do carro. Ele aproveitou a presença do CEO da empresa para reclamar das estratégias atuais mais polêmicas e das condições de trabalho, e o que ouviu foi, entre outras coisas, a seguinte frase:

“Muita gente não gosta de se responsabilizar pelos próprios problemas e prefere culpar outras pessoas. Boa sorte!”

Como CEO da empresa, Travis Kalanick perdeu a oportunidade de entender melhor as necessidades de um dos seus maiores ativos, os motoristas. Afinal, são eles que possibilitam que o seu negócio exista. Portanto, tratá-los como cliente interno é tão estratégico quanto ajustar os valores das tarifas para se defender dos concorrentes como a Lyft e Cabify.

Claro que o vídeo desse episódio foi publicado pelo motorista, e obrigou Travis a divulgar uma nota de desculpas no site da empresa.

Como lição, nós aprendemos que todo canal de comunicação da empresa com o seu público precisa ser tratado de forma respeitosa, e acima de tudo, humana. Afinal, as empresas são feitas de pessoas, e quanto mais a relação com o consumidor for humanizada, maior a chance de engajamento.

A comunicação da sua empresa pensa realmente fora da caixa?

Usa-se muito a expressão “pensar fora da caixa” hoje em dia. Basta acessar qualquer site de marketing digital para constatar essa máxima. Mas afinal, a sua empresa está realmente fazendo uma comunicação “fora da caixa”?

Na verdade mesmo, são poucas marcas que comunicam e convertem usando uma comunicação fora do convencional. E não é por falta de vontade ou iniciativa. É porque é muito difícil mesmo encontrar uma voz diferenciada, ajustar o tom e ainda sim fazer uma conversão. Não é fácil!

Será que a sua empresa está pronta pra assumir uma comunicação assim?

Mas há quem comunique fora da caixa e ainda cria uma base de fãs que ampliam a experiência com a marca. Quem se lembra da famosa página do Cemitério Jardim da Ressurreição no Facebook? Com publicações cravejadas de bom-humor, a comunicação foge do ‘modus operandi‘ de seus similares e vira a única marca memorável de seu segmento.

Outra página no Facebook que descobri recentemente é a Pony Veículos. Uma loja de carros usados que anuncia de forma inusitada seus produtos e arranca boas gargalhadas e claro, fica na mente de possíveis clientes.

Fiat Uno Deus das Estradas

Um Uno Fire 2007/08 definido como “vilão confirmado na próxima temporada do The Flash” e dono de um “design cubista revolucionário de Pablo Picasso”, além de outras qualidades impublicáveis. A Pony diz que o popular é um carro voltado para “homens sérios, trabalhadores e que estão à procura de um relacionamento duradouro”.

Já imaginou anunciar um carro assim? Pois é, essa é a estratégia da empresa, que garante, está vendendo como nunca! Uma coisa é certa: garanto que você riu quando leu o anúncio. Daí para uma compra é apenas um pulo se a conveniência do produto alinhar com a sua necessidade.

Pense nisso!

Comunique a cultura de valores da empresa e evite uma crise nas redes sociais

No começo desse mês, um homem foi demitido de uma empresa da construção civil onde estagiava, por postar conteúdo machista e preconceituoso no seu Facebook enquanto trabalhava nas dependências da empresa. Claro que a Internet não perdoou e ele foi demitido, e o caso ganhou repercussão nacional.

A empresa de Maringá publicou um pedido de desculpas na sua página no Facebook (vide box) e informou o desligamento do estagiário. Claro que esse fato, de certa forma, mancha a imagem da empresa.

Por mais que tenha ficado claro que as menções do estagiário não representavam os valores da empresa, ainda sim, ela possui responsabilidade em não ter criado essa cultura junto aos seus colaboradores e pode ser que leve tempo para que esse imagem seja restaurada na mente das pessoas.

Felizmente a empresa agiu rapidamente e está trabalhando para reverter o caso. Por isso, fica a dica para você empresário que ainda não entende como as redes sociais funcionam:

Pensar em comunicação não é apenas criar bons conteúdos engajados, mas também passar a cultura da empresa para o seu público, além dos seus funcionários e colaboradores.