Sua empresa está preparada para os novos hábitos dos consumidores de hoje?

Sua empresa está preparada para os novos hábitos dos consumidores de hoje?

Publicado em: 20 de novembro de 2018 – Categoria: Negócios – Tags: Comunicação, Consumidor, Google, Smartphones

Por Cristiano Santos

Fundador da Kamus, designer web especialista em criação de sites com WordPress focado em negócio; pai, marido e goleiro de fim de semana.

Uma frase do Albert Einstein ficou muito famosa, e dizia o seguinte:

"Insanidade é continuar fazendo sempre a mesma coisa e esperar resultados diferentes."

E é exatamente assim que muitos empresários se comportam quando o assunto gerar comunicação nos seus sites e redes sociais. Agem como se o mundo fosse o mesmo de anos atrás, argumentando que o impacto da tecnologia não afetam os seus negócios físicos.

Reconhecer que não existe mais “negócios físicos” já seria um ótimo começo. Pois na mente do consumidor tudo é uma coisa só.

Quer ver um exemplo simples?

Ontem eu e a minha esposa queríamos comer ‘Salada Ceasar’ de um restaurante que fica a 3Km da nossa casa. Estava chovendo e então acessamos o site, analisamos o cardápio, ligamos e fizemos o pedido. A comida chegou rápido e ficamos satisfeitos.

Situação típica de qualquer consumidor, certo?

Agora vamos refletir um pouco sobre essa experiência de compra:

  • E se essa empresa não tivesse um site?
  • Mesmo tendo um site, e se ele não fosse bem indexado (encontrável) no Google?
  • E ao achá-lo no Google, imagine se o site não funcionasse direito no meu celular com Android 4.0? Será que eu continuaria a compra até o fim?
  • E se o site organizasse as informações de forma confusa, dificultando a minha escolha.

Viram quantas situações simples poderiam impedir que eu concluísse a minha compra como consumidor?

E o que podemos aprender com a frase do Einstein?

A primeira lição que todo empresário deve saber é que o poder da compra está mais do que nunca na mão do consumidor. A empresa que eu citei no artigo trabalhou fortemente na comunicação de seus serviços e produtos e foi por isso que eu concluí a compra.

Ao ter um site encontrável na Internet, ela mostra que a sua comunicação foi eficaz, pois não basta apenas ter um site, é preciso manter um site para que ele possa sempre ser encontrável.

E isso significa produzir um site onde o conteúdo seja o foco. É preciso entender como o cliente pensa e construir uma comunicação nesse entendimento. E sempre que o empresário perceber que essa comunicação pode ser melhorada ou ajustada, deve ser feito o mais rápido possível.

Da mesma forma que o gerente do salão desse restaurante verifica se todos os garçons estão atendendo corretamente seus clientes, se a cozinha está liberando os pratos na temperatura ideal e num tempo aceitável, cabe ao empresário montar um time para atender as expectativa dos clientes através do site e das redes sociais em que há presença da empresa.

Empresário, agora que você entendeu um pouco como funciona a cabeça do seu cliente quando pensa na sua empresa, será que você vai agir do mesmo jeito na Internet? Acho que não né! 🙂

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© 2016 – 2018 Kamus – Hub de Profissionais – (21) 98412-8528 – falecom@kamus.com.br – CNPJ 26.649.828/0001-69

A sua marca está preparada para receber uma enxurrada de críticas?

Qual é o propósito da sua empresa?

Publicado em: 06 de setembro de 2018 – Categoria: Negócios – Tags: Nike, NFL, Racismo, Ativismo, PublicidadeColin Kaepernick

Por Cristiano Santos

Fundador da Kamus, designer web especialista em criação de sites com WordPress focado em negócio; pai, marido e goleiro de fim de semana.

Já imaginou você criar uma campanha bem bacana, com forte engajamento político que mostre uma posição social forte da sua marca com uma questão social importante? Imaginou? Pois é, a Pepsi também imaginou participar mais ativamente sobre os movimentos sociais de protestos e criou uma campanha em vídeo estrelada pela modelo Kendall Jenner. Ela aparece fazendo um ensaio fotográfico na frente de um prédio onde se inicia uma passeata e ela se sensibiliza e adere ao protesto. O vídeo foi considerado “pior anúncio de todos os tempos” por supostamente banalizar o assunto abordado. A repercussão foi gigantesca, e a Pepsi retirou a sua campanha do ar.

Mas e se fosse a sua marca, como você faria nessa situação?

Tentaria debater com o público e defenderia o conceito da campanha? Fingiria que nada estava acontecendo e deixaria a campanha no ar mesmo assim, ou faria como a Pepsi que reconheceu o erro e retirou a campanha do ar? O irônico nessa campanha é que o conceito é justamente fazer com que a sociedade seja mais ativa aderindo aos protestos e foi justamente um movimento popular que derrubou o vídeo. Será que a Pepsi imaginou esse final? Com certeza não. Uma coisa é certa, comunicar é planejar, medir e se reinventar. Adivinhem em qual a fase a Pepsi está agora!

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© 2016 – 2018 Kamus – Hub de Profissionais – (21) 98412-8528 – falecom@kamus.com.br – CNPJ 26.649.828/0001-69

Na comunicação de uma gestão de crise, cada detalhe importa muito

Infelizmente o noticiário atual no nosso país não está lá muito bacana de se acompanhar. Crise econômica e política, esquema de corrupção e agora sobrou até para a nossa carne.

Deflagada pela Polícia Federal, a chamada Operação Carne Fraca, tem como objetivo desarticular um suposto esquema de corrupção envolvendo fiscais do Ministério da Agricultura e donos de frigoríficos, dentre elas a BRF (das marcas Sadia e Perdigão) e JBS (Friboi e Seara).

A crise acabou se instaurando depois da denúncia, e claro, ganhou a Internet. Memes dos mais variados invadiram a linha do tempo e o caso ficou bastante efervescente. Motivo suficiente para as marcas se prepararem. Mas não foi isso que aconteceu.

O Diabo está nos detalhes

Essa máxima é levada ao extremo quando o assunto é presença online. Cada passo da comunicação precisa levar em consideração a percepção do público frente à marca. Quando uma crise se instala, todo cuidado é pouco.

A empresa JBS correu pra fazer um vídeo com depoimentos de funcionários para amenizar o problema, que ajudaria bastante a consolidar a imagem da empresa, porém, quando usou uma imagem de um dos produtos da Friboi, o selo da carne estava com data de validade de 2013.

Foi o suficiente para virar piada nas redes sociais, aumentando ainda mais a crise, obrigando a empresa a publicar uma nota de esclarecimento dizendo que usou imagens de arquivo (o que é normal!) e reeditou o vídeo sem a imagem da peça.

Ainda que fique provado que a empresa não tenha nenhum problema com a denúncia da Polícia Federal, qual imagem você acha que o público terá dela de agora em diante?

Saiba o que a sua empresa deveria aprender com o filme Logan

Os heróis possuem super-poderes e são capazes de qualquer coisa para salvar o planeta diariamente. Seus feitos são sempre épicos e são praticamente invencíveis. A sociedade depende dessa ajuda para sobreviver e ela adora os seus heróis a ponto de endeusá-los!

Durante muito tempo a comunicação das empresa se portou como os heróis de quadrinhos.

Todas as marcas possuíam super-qualidades, e eram capazes de salvar as nossas vidas todos os dias! As marcas eram incríveis e estavam sempre na preferência de 8 entre 10 pessoas, independente do seu segmento.

As líderes de mercado lançavam moda e ditavam tendências de consumo. Todos queriam ser iguais às pessoas dos comerciais de TV.

Felizmente esse tempo passou!

A internet surgiu e o acesso à informação deu voz ao consumidor. Cada dia mais o público deseja um comportamento mais humano das empresas. Tal qual Logan é retratado no filme mais recente do nosso X-men favorito.

Nele, nosso herói ainda possui super-poderes, mas também envelhece, fica cansado, e mentalmente abalado, dividido. Logan presenteia o público com uma visão mais humana de um herói desgastado pela luta ao longo dos anos. O resultado é um filme mais crível, mais pé no chão, ainda que seja um filme de herói.

O mesmo deveria ser feito pela sua empresa!

Comunicar pela Internet não é só dizer que seus produtos e serviços são incríveis, ou que o seu público consumidor adora a sua marca. É preciso humanizar a relação, aproximar do seu público, da sua realidade, dos seus desejos e necessidades.

Ok, não é fácil fazer isso. Mas todos nós já sabemos que grandes poderes requerem grandes responsabilidades não é mesmo?!

Qual é a voz da sua marca e qual é a percepção do seu público?

Não sois máquina! Homens é que sois! E com o amor da humanidade em vossas almas! Não odieis! Só odeiam os que não se fazem amar… os que não se fazem amar e os inumanos!

Esse é um trecho do filme “O Último Ditador” (The Great Dictator – 1940) de Charles Chaplin, o primeiro em que ouvimos a sua voz. Até então ele havia feito dezenas de filmes mudos, e resistiu durante muito tempo em aderir ao cinema com som, mas quando o fez, produziu essa obra-prima!

A voz ajudou a transmitir um conceito de reflexão proposta pelo personagem de Chaplin, mas também pode ser a expressão de uma marca, produto ou empresa.

Como o seu público percebe a voz da sua marca?

Será que ele acha que a vida dele fica melhor com as informações que a sua marca passa? Ou quem sabe a percepção é que a sua marca é divertida, engajada ou relevante? Claro que nem sempre o público consegue perceber corretamente a sua voz.

Mas nesse caso, é preciso então voltar para o lápis e papel e começar o planejamento novamente.

Um ótimo exercício é assistir o vídeo do músico Dave Grohl para o evento SXSW de 2013. Ele discursou sobre o seu processo de descoberta da sua própria voz quando mais jovem, que gerou a sua expressão como baterista da banda Nirvana nos anos 90 e depois na banda do Foo Fighters.

Vale o exercício!

Depois de assisti-lo, volte aqui e comente como você acha que é a voz da sua marca.

Usando a Comunicação para alavancar os negócios

Em 1984, a empresa Apple entrou para a história com o comercial de lançamento do Macintosh no intervalo do Superbowl XVIII. A peça publicitária fazia uma referência ao livro “1984” de George Orwell, onde a sociedade era governada por um sistema totalitário (Big Brother) que privava a individualidade de todos os cidadãos.

O comercial foi dirigido por Ridley Scott (Blade Runner, o Caçador de Andróides) e provocava os espectadores mostrando que o Macintosh seria o instrumento que possibilitaria o indivíduo a romper todas as barreiras, tornando-o verdadeiramente livre.

O comercial só passou uma única vez na TV, e foi um marco para a história da publicidade e fez da Apple a marca que conhecemos hoje. Na época, a Apple tentava superar o grande ‘player‘ do mercado de tecnologia, a empresa IBM, referida como o ‘Big Brother‘ no comercial.

Agora vamos trazer essa situação para o contexto atual. Hoje qualquer marca tem acesso a uma infinidade de canais de comunicação onde estão os consumidores. É possível publicar textos, imagens, slides, áudios e vídeos impactando, engajando e vendendo qualquer produto ou serviço para o consumidor.

Diferente de 1984 onde a TV imperava como via de comunicação em massa, hoje os palcos são pulverizados e mais do que nunca, cada marca precisa entender que é preciso ter presença onde o seu público está.

A questão é que, não basta estar, mas sim, como.

Imaginem se o comercial do Macintosh passasse hoje. Será que ele impactaria da forma como foi em 1984? Com certeza não, pois ele foi criado pensando naquele cenário. Hoje é preciso pensar no microcosmo de cada rede social. Todos os canais possuem um tipo de voz, comportamento e replicar fórmulas mágicas sem contextualizar ou engajar é fazer com que a sua marca seja apenas mais uma na ‘timeline’.

E aí, preparado para jogar o martelo no monitor ou vai ficar sentado assistindo o Big Brother dizendo com a sua empresa precisa atuar?

Por que a sua empresa ainda não tem um site que vende?

Certamente porque você contratou alguém para fazer um layout e não para desenvolver uma solução para o seu negócio! E eu não estou dizendo com isso que design não vende. Não muito pelo contrário. O design auxilia a venda e motiva o consumo. Avaliar uma peça visual de um site apenas pela estética e não pelo eficácia em negócios, é um tremendo desperdício!

Na Kamus nós entendemos que todo site é uma peça de comunicação, e como tal, precisa ter objetivos claros e metas a serem atingidas. A criação é baseada na conversão e mesmo que o seu negócio não transacione através do site, a tomada de decisão do consumidor passa por essa comunicação e documentar essa tarefa para criar uma solução visual é fundamental.

O usuário está no centro de tudo

Criar layouts que ignorem a necessidade do usuário é o mesmo que rasgar dinheiro. Num mundo onde não há mais o conceito “entrar na Internet”, pois nós estamos na Internet o tempo todo através dos dispositivos móveis (leia o artigo sobre site responsivo), dar ao usuário aquilo que ele necessita é inteligente e faz bem ao seu negócio.

Todo layout deve ter o usuário como o centro de tudo! É preciso mapear os seus desejos, necessidades e só então podemos desenvolver soluções visuais para atendê-lo.

Mas se a sua empresa ainda tem um site que você acha lindão, mas não vende, ou pior, nem sabe se vende, está na hora de um redesign.

Você não acha!?

A sua empresa está preparada para ouvir o consumidor?

Muito se fala sobre a oportunidade de falar diretamente com o consumidor através das plataformas de redes sociais. Nunca na história da sociedade foi possível essa relação tão estreita e tão acessível por conta das novas tecnologias.

Acontece que esses saltos tecnológicos geram não só novas oportunidades para as pessoas e empresas, mas como também criam novos comportamentos que antes sequer existiam. Ou você sabe de cor todos os números de telefones da maioria das pessoas que você conhece? Ou ainda aluga DVDs na locadora?

O mundo mudou tanto e tão rápido, que mesmo os empresários que estão surfando a onda tecnológica com negócios de ponta, correm o risco de ficarem ultrapassados por não serem capazes de se comunicar com o seu público.

Um exemplo disso foi a notícia recente do CEO da Uber, Travis Kalanick, que bateu boca com um motorista da sua empresa enquanto era transportado. A discussão foi filmada por Fawzi Kamel, dono do carro. Ele aproveitou a presença do CEO da empresa para reclamar das estratégias atuais mais polêmicas e das condições de trabalho, e o que ouviu foi, entre outras coisas, a seguinte frase:

“Muita gente não gosta de se responsabilizar pelos próprios problemas e prefere culpar outras pessoas. Boa sorte!”

Como CEO da empresa, Travis Kalanick perdeu a oportunidade de entender melhor as necessidades de um dos seus maiores ativos, os motoristas. Afinal, são eles que possibilitam que o seu negócio exista. Portanto, tratá-los como cliente interno é tão estratégico quanto ajustar os valores das tarifas para se defender dos concorrentes como a Lyft e Cabify.

Claro que o vídeo desse episódio foi publicado pelo motorista, e obrigou Travis a divulgar uma nota de desculpas no site da empresa.

Como lição, nós aprendemos que todo canal de comunicação da empresa com o seu público precisa ser tratado de forma respeitosa, e acima de tudo, humana. Afinal, as empresas são feitas de pessoas, e quanto mais a relação com o consumidor for humanizada, maior a chance de engajamento.

A comunicação da sua empresa pensa realmente fora da caixa?

Usa-se muito a expressão “pensar fora da caixa” hoje em dia. Basta acessar qualquer site de marketing digital para constatar essa máxima. Mas afinal, a sua empresa está realmente fazendo uma comunicação “fora da caixa”?

Na verdade mesmo, são poucas marcas que comunicam e convertem usando uma comunicação fora do convencional. E não é por falta de vontade ou iniciativa. É porque é muito difícil mesmo encontrar uma voz diferenciada, ajustar o tom e ainda sim fazer uma conversão. Não é fácil!

Será que a sua empresa está pronta pra assumir uma comunicação assim?

Mas há quem comunique fora da caixa e ainda cria uma base de fãs que ampliam a experiência com a marca. Quem se lembra da famosa página do Cemitério Jardim da Ressurreição no Facebook? Com publicações cravejadas de bom-humor, a comunicação foge do ‘modus operandi‘ de seus similares e vira a única marca memorável de seu segmento.

Outra página no Facebook que descobri recentemente é a Pony Veículos. Uma loja de carros usados que anuncia de forma inusitada seus produtos e arranca boas gargalhadas e claro, fica na mente de possíveis clientes.

Fiat Uno Deus das Estradas

Um Uno Fire 2007/08 definido como “vilão confirmado na próxima temporada do The Flash” e dono de um “design cubista revolucionário de Pablo Picasso”, além de outras qualidades impublicáveis. A Pony diz que o popular é um carro voltado para “homens sérios, trabalhadores e que estão à procura de um relacionamento duradouro”.

Já imaginou anunciar um carro assim? Pois é, essa é a estratégia da empresa, que garante, está vendendo como nunca! Uma coisa é certa: garanto que você riu quando leu o anúncio. Daí para uma compra é apenas um pulo se a conveniência do produto alinhar com a sua necessidade.

Pense nisso!

Comunique a cultura de valores da empresa e evite uma crise nas redes sociais

No começo desse mês, um homem foi demitido de uma empresa da construção civil onde estagiava, por postar conteúdo machista e preconceituoso no seu Facebook enquanto trabalhava nas dependências da empresa. Claro que a Internet não perdoou e ele foi demitido, e o caso ganhou repercussão nacional.

A empresa de Maringá publicou um pedido de desculpas na sua página no Facebook (vide box) e informou o desligamento do estagiário. Claro que esse fato, de certa forma, mancha a imagem da empresa.

Por mais que tenha ficado claro que as menções do estagiário não representavam os valores da empresa, ainda sim, ela possui responsabilidade em não ter criado essa cultura junto aos seus colaboradores e pode ser que leve tempo para que esse imagem seja restaurada na mente das pessoas.

Felizmente a empresa agiu rapidamente e está trabalhando para reverter o caso. Por isso, fica a dica para você empresário que ainda não entende como as redes sociais funcionam:

Pensar em comunicação não é apenas criar bons conteúdos engajados, mas também passar a cultura da empresa para o seu público, além dos seus funcionários e colaboradores.