Qual é o propósito da sua empresa?

Qual é o propósito da sua empresa?

Publicado em: 06 de setembro de 2018 – Categoria: Negócios – Tags: Nike, NFL, Racismo, Ativismo, PublicidadeColin Kaepernick

Por Cristiano Santos

Fundador da Kamus, designer web especialista em criação de sites com WordPress focado em negócio; pai, marido e goleiro de fim de semana.

Se você não acompanha a NFL, a Liga de futebol Americana, provavelmente nunca ouviu falar em Colin Kaepernick (eu mesmo também não o conhecia até essa semana), mas provavelmente você viu o seu rosto que ilustra esse artigo pipocando toda hora na ‘timeline‘ da sua rede social favorita.

Ele foi um jogador do popular time San Francisco 49ers atuando como quarterback. Sim, FOI. No passado mesmo!

Desde 2016 ele iniciou um série de protestos contra a violência policial contra jovens negros ajoelhando-se em campo durante a execução do hino nacional que sempre acontece antes das partidas da NFL. Por conta desse posicionamento, Colin conseguiu inúmeros desafetos, dentre eles, o presidente Trump e desde então o atleta está sem contrato.

E foi exatamente esse atleta que a marca Nike chamou para se posicionar na sua mais recente campanha publicitária intitulada “Believe in something, even if it means sacrificing everything” (“Acredite em algo. Mesmo que isso signifique sacrificar tudo” em português).

A repercussão foi imediata, e parte do público apoiou a marca enaltecendo o seu posicionamento, ao mesmo tempo que outra parte criticou a campanha iniciando um boicote aos produtos. O mercado também reagiu e as ações da Nike caíram 3,16%, principalmente por conta das menções com a hashtag #NikeBoycott onde pessoas rasgavam e queimavam os produtos.

Então ontem (05 de setembro de 2018) a Nike lança o vídeo Dream Crazy endossando o seu posicionamento. O vídeo mostra vários atletas negros que superaram o racismo e eram considerados loucos por acharem que podiam mudar o ‘status quo‘ acreditando nos seus sonhos, ainda que parecessem inalcançáveis, ou, loucos, como a própria campanha diz.

Reproduzir vídeo

Que lição podemos tirar dessa ação?

Que a campanha é fielmente alinhada com o propósito da empresa. Acredite em algo. Mesmo que isso signifique sacrificar tudo. A Nike se arrisca ao se posicionar a favor dos protestos do Colin Kaepernick, Serena Williams, LeBron James, Odell Beckham Jr. e Shaquem Griffin. E o vídeo é a confirmação desse propósito! 

E a sua empresa? Arriscaria a sua reputação em favor de um propósito, de uma causa? Conte pra gente nos comentários!

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A sua marca está preparada para receber uma enxurrada de críticas?

Qual é o propósito da sua empresa?

Publicado em: 06 de setembro de 2018 – Categoria: Negócios – Tags: Nike, NFL, Racismo, Ativismo, PublicidadeColin Kaepernick

Por Cristiano Santos

Fundador da Kamus, designer web especialista em criação de sites com WordPress focado em negócio; pai, marido e goleiro de fim de semana.

Já imaginou você criar uma campanha bem bacana, com forte engajamento político que mostre uma posição social forte da sua marca com uma questão social importante? Imaginou? Pois é, a Pepsi também imaginou participar mais ativamente sobre os movimentos sociais de protestos e criou uma campanha em vídeo estrelada pela modelo Kendall Jenner. Ela aparece fazendo um ensaio fotográfico na frente de um prédio onde se inicia uma passeata e ela se sensibiliza e adere ao protesto. O vídeo foi considerado “pior anúncio de todos os tempos” por supostamente banalizar o assunto abordado. A repercussão foi gigantesca, e a Pepsi retirou a sua campanha do ar.

Mas e se fosse a sua marca, como você faria nessa situação?

Tentaria debater com o público e defenderia o conceito da campanha? Fingiria que nada estava acontecendo e deixaria a campanha no ar mesmo assim, ou faria como a Pepsi que reconheceu o erro e retirou a campanha do ar? O irônico nessa campanha é que o conceito é justamente fazer com que a sociedade seja mais ativa aderindo aos protestos e foi justamente um movimento popular que derrubou o vídeo. Será que a Pepsi imaginou esse final? Com certeza não. Uma coisa é certa, comunicar é planejar, medir e se reinventar. Adivinhem em qual a fase a Pepsi está agora!

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Usando a Comunicação para alavancar os negócios

Em 1984, a empresa Apple entrou para a história com o comercial de lançamento do Macintosh no intervalo do Superbowl XVIII. A peça publicitária fazia uma referência ao livro “1984” de George Orwell, onde a sociedade era governada por um sistema totalitário (Big Brother) que privava a individualidade de todos os cidadãos.

O comercial foi dirigido por Ridley Scott (Blade Runner, o Caçador de Andróides) e provocava os espectadores mostrando que o Macintosh seria o instrumento que possibilitaria o indivíduo a romper todas as barreiras, tornando-o verdadeiramente livre.

O comercial só passou uma única vez na TV, e foi um marco para a história da publicidade e fez da Apple a marca que conhecemos hoje. Na época, a Apple tentava superar o grande ‘player‘ do mercado de tecnologia, a empresa IBM, referida como o ‘Big Brother‘ no comercial.

Agora vamos trazer essa situação para o contexto atual. Hoje qualquer marca tem acesso a uma infinidade de canais de comunicação onde estão os consumidores. É possível publicar textos, imagens, slides, áudios e vídeos impactando, engajando e vendendo qualquer produto ou serviço para o consumidor.

Diferente de 1984 onde a TV imperava como via de comunicação em massa, hoje os palcos são pulverizados e mais do que nunca, cada marca precisa entender que é preciso ter presença onde o seu público está.

A questão é que, não basta estar, mas sim, como.

Imaginem se o comercial do Macintosh passasse hoje. Será que ele impactaria da forma como foi em 1984? Com certeza não, pois ele foi criado pensando naquele cenário. Hoje é preciso pensar no microcosmo de cada rede social. Todos os canais possuem um tipo de voz, comportamento e replicar fórmulas mágicas sem contextualizar ou engajar é fazer com que a sua marca seja apenas mais uma na ‘timeline’.

E aí, preparado para jogar o martelo no monitor ou vai ficar sentado assistindo o Big Brother dizendo com a sua empresa precisa atuar?